VENDAS DIÁRIAS PODEM CHEGAR A 1 MILHÃO DE KWANZAS

Venda de óleo de palma resiste à falta de infraestrutura de armazenamento

COMÉRCIO. A comercialização de óleo de palma garante o sustento de centenas de famílias, com facturação diária que pode ultrapassar um milhão de kwanzas. Contudo, a actividade enfrenta graves desafios logísticos e de segurança, como a falta de tanques de armazenamento no calor, a perda de qualidade no frio e o risco constante de burlas e assaltos.

Venda de óleo de  palma resiste à falta  de infraestrutura  de armazenamento
Santos Samuesseca

Nas primeiras horas da manhã, ainda antes do nascer do sol, camiões e carrinhas percorrem as estradas que ligam o interior a Luanda para descarregar bidões de 20 e 25 litros de óleo de palma. Nos pontos de venda, mulheres e jovens empreendedores preparam-se para receber as mercadorias. Montam fogareiros a carvão e bancadas improvisadas compostas por tampos de madeira apoiados sobre bidões. Entre a produção no interior e o consumo na capital, o comércio de óleo de palma tem transformado a vida de dezenas de famílias angolanas.

Este comércio movimenta diariamente somas expressivas que garantem a subsistência de centenas de famílias e gera uma capacidade de facturação impressionante. Em dias de maior movimento, algumas comerciantes chegam a facturar entre 350 mil e 1,05 milhões de kwanzas por dia. A procura constante por parte das vendedoras dos bairros e das gestoras de serviços de refeições mantém o negócio rentável, apesar das intensas oscilações do mercado.


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