César Silveira

César Silveira

Editor Executivo do Valor Económico

O desfecho do processo de candidaturas para a liderança da OMA coloca João Lourenço perante um dilema político incontornável: foi desautorizado pela própria organização feminina do MPLA ou foi cúmplice de um processo que contrariou, desde o início, a promessa pública de multicandidaturas? 

Entende que o ambiente de negócios “devia estar melhor” e que, em relação ao “sector produtivo”, deveria haver um maior foco em coisas que viessem a gerar resultados mais práticos. Questiona a tendência crescente da importação do milho e coloca João Lourenço entre as referências do agronegócio no país. 

Ao afirmar, no discurso de fim de ano, que todas as decisões do Executivo foram tomadas a pensar na felicidade dos angolanos, o Presidente da República fez uma declaração, simultaneamente, confortável e frágil. Confortável porque soa bem; frágil porque não resiste a um confronto sério com a realidade social, económica e institucional do país.