Lobbying. Partido da oposição contratou consultora norte-americana para facilitar contactos com o Congresso, Administração dos EUA e centros de pensamento. Valor contrasta com os milhões gastos pelo Estado angolano na sua estratégia de influência junto de Washington. Registos mostram que empresários, figuras influentes e até a Assembleia Nacional também procuraram representação nos Estados Unidos.
César Silveira
Editor Executivo do Valor EconómicoO PREÇO DA INFLUÊNCIA
A entrada da Unita no circuito de lobbying de Washington trouxe um dado curioso para o debate público angolano: afinal, quanto custa ser ouvido nos Estados Unidos?
FALTA ABRIR O ESTADO
Durante anos, um dos argumentos mais utilizados para justificar a reduzida diversificação das exportações angolanas foi a dificuldade de acesso aos mercados internacionais. A realidade, porém, está a tornar essa explicação cada vez menos convincente.
COOPERAÇÃO. Angola revela dificuldades em transformar a abertura do mercado chinês às exportações africanas em oportunidades concretas. Contactos diplomáticos sem resposta impedem assinatura de protocolos fitossanitários. Cenário evidencia fragilidades estruturais já antes expostas no aproveitamento de regimes preferenciais como o AGOA.
O BILIÃO QUE ANGOLA CONTINUA A DESPERDIÇAR
Num contexto em que as remessas africanas crescem de forma estrutural e se consolidam como uma das fontes mais estáveis de financiamento externo, Angola permanece no último lugar em África na captação destes fluxos, evidenciando a ausência de uma estratégia consistente de mobilização da diáspora.







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