RECEITAS. Cálculos do Valor Económico apontam para um excedente superior a 5 mil milhões de dólares em receitas petrolíferas, admitindo que o preço médio do barril se fixe nos 100 dólares. Fonte governamental alerta que “pode não ser tanto assim, por causa dos barris que são canalizados para o serviço da dívida”.
César Silveira
Editor Executivo do Valor EconómicoCHINA E O ‘TIMING’ SUSPEITO DO GOVERNO
A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, está na República Popular da China desde o dia 23, numa visita oficial que se estende até ao dia 27. Uma missão que levanta inúmeras questões. Oficialmente, trata-se de “aprofundar a cooperação financeira, económica e tecnológica”. Na prática, surge num momento que exige reflexão: por que agora, a menos de um ano das eleições, o Executivo regressa ao gigante asiático
DAS MINAS DE MUANGAI ÀS ESTRADAS DA MORTE
A polémica entre a Unita e o governo provincial do Moxico sobre a alegada existência de minas terrestres na localidade de Muangai levanta inevitavelmente diversas questões, das quais pode destacar-se a seguinte: como é possível que, mais de 24 anos após o fim da guerra, Angola ainda tenha zonas conhecidas minadas?
A TENTAÇÃO DO PETRÓLEO CARO
O cenário que coloca sobre a mesa a possibilidade de Angola beneficiar de receitas petrolíferas extraordinárias, como resultado do agravamento do conflito no Médio Oriente, pode revelar-se um problema maior do que a tendência crescente da dívida pública observada nos últimos anos — podendo, inclusive, agravá-la ao virar da esquina.
REVISÃO. Com barril a 61 USD, OGE prevê receita petrolífera equivalente a 8,1 mil milhões, subida para 100 USD poderia elevar a parcela do Estado para 14,9 mil milhões, enquanto instituições internacionais já revisam projeções para 2026







COMBUSTÍVEL EM FALTA E DÍVIDA FORA DE CONTROLO