Nesta segunda parte da entrevista a José Pedro de Morais (a primeira foi publicada na edição passada, o antigo ministro das Finanças e antigo governador do Banco Nacional de Angola comenta os relatos que o associaram a esquemas de corrupção, garante que não respondeu a nenhum processo na justiça e defende a construção de uma base alargada para toda a gente prosperar. O antigo governante confessa que não conhece um único ex-governante angolano tão rico como os que se conhecem do Dubai.
César Silveira
Editor Executivo do Valor EconómicoEDUCAÇÃO ‘PARA INGLÊS VER’
A cada ano, o Governo reforça o discurso de que o sector social é prioridade. A cada ano, os números desmentem o discurso. E 2025 não foge à regra. Pelo menos é o que indicam os dados da execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) até Setembro.
José Pedro de Morais é o economista a quem José Eduardo dos Santos entregou a gestão das Finanças Públicas na fase crítica da reconstrução pós-guerra (2002-2008). Nesta entrevista, cuja segunda parte será publicada na próxima edição deste jornal, o também antigo governador do BNA dá a sua perspectiva, sem tabus, na condição de quem teve de tomar decisões num contexto em que estava tudo partido. Explica por que foram os chineses (e não portugueses ou franceses) que foram parar em zonas recônditas para o início da reconstrução, detalha as condicionantes que se impuseram na relação com o Banco Mundial e o FMI e considera “excessivo” que a corrupção seja tomada como uma punição colectiva dos angolanos.
50 entraves ao desenvolvimento de Angola
EFEMÉRIDE. Angola assinalou 50 anos de Independência e, face a ocasião, o Valor Económico seleccionou 50 dos principais gargalos que impedem o crescimento e desenvolvimento sócio-económico do país.
HOMEM, O ELO MAIS FRACO
Ao longo de 50 anos de Independência, Angola acumulou riquezas, oportunidades e potencialidades que poderiam ter transformado o destino do país. Mas há um elemento que, invariavelmente, tem falhado: o homem.








“Ainda não se acredita profunda e sinceramente nos nacionais, como se devia”