“O Aeroporto poderia ser gerido pela empresa que assumiu parte considerável da responsabilidade da antiga Enana”

Defende que “não havia necessidade” de se criar a empresa Airport Temporary Operator (ATO) e nem de se contratar uma terceira empresa para a gestão do aeroporto. Ceita acrescenta que a que “ganhou, provavelmente, não será uma empresa de grande envergadura”.

“O Aeroporto poderia ser gerido pela empresa que assumiu parte considerável da responsabilidade da antiga Enana”

Terminámos 2025 com o anúncio da empresa vencedora para a gestão do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto. Foi a melhor decisão ou a SGA poderia ter recebido este desafio?

A Enana geriu todos os aeroportos do país sem consultores — o que não quer dizer que sejamos adversos a consultores estrangeiros. A gestão dos aeroportos é regulamentada internacionalmente. Não tem como se evitar. O país assinou toda a documentação internacional relativa à actividade aeroportuária. O aeroporto poderia, sim, ser gerido pela empresa que assumiu parte considerável da responsabilidade da antiga Enana, que é a SGA. Mas entenderam constituir a ATO. Foi dito que seria para o período de transição e que a gestão seria feita por uma empresa que sairia de um concurso. Este concurso foi realizado e foi escolhida uma empresa, mas isso vai criar alguns transtornos.


Porquê?

Mais ou menos em 2014, e logo depois, conseguimos, em termos de passageiros/ano, atingir cerca de cinco milhões e meio de passageiros. Mas o que se diz é que se atingiu a cifra de um milhão e meio. Esta e outras informações que afectavam a imagem da anterior direção da empresa também estavam a afectar o país, porque as nossas informações vão longe. Também servem para as empresas que estiveram a concorrer. Se a empresa recebe a informação de que já se atingiu mais de cinco milhões de passageiros, ela propõe-se a atingir, por exemplo, sete milhões a curto prazo. Portanto, fizeram, provavelmente, contas a partir da informação que receberam e muitas terão se desinteressado. E a empresa que ganhou, provavelmente, não será uma empresa de grande envergadura.


Está a dizer que houve ocultação dos números. Qual seria a razão?

Também gostaria de saber, mas o que é muito comum é criticar-se os que saíram, e tudo vale, inclusive algumas mentiras. Essas mentiras deveriam ser melhor ponderadas, porque afectam o próprio Estado. Como é que será depois? Temos a ATO a gerir e vamos ter esta empresa também a gerir. Deverá haver aqui alguma confusão. Há que definir o papel de cada uma delas. Vão estar as duas ou vai-se dar algum tempo? O que será da empresa ATO? Não sei...

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