César Silveira

César Silveira

Editor Executivo do Valor Económico

Durante vários anos, mais concretamente após a chegada de João Lourenço ao poder, consolidou-se a perceção de que Angola procurava reduzir a dependência da China e aproximar-se aos EUA e ao Ocidente. A adesão à Parceria para Infra-estruturas Globais, o Corredor do Lobito, o apoio político norte-americano e a visita de Joe Biden a Angola foram os símbolos mais visíveis dessa estratégia.

DÍVIDA PÚBLICA. Reino Unido reforçou a sua posição como principal mercado financeiro credor de Angola no primeiro trimestre deste ano, com stock de 17,027 mil milhões de dólares. Em termos de empréstimos bilaterais, país continua fora dos principais credores, ranking que continua a ser liderado pela China.

DÍVIDA PÚBLICA. Reino Unido reforçou a sua posição como principal mercado financeiro credor de Angola no primeiro trimestre deste ano, com stock de 17,027 mil milhões de dólares. Em termos de empréstimos bilaterais, país continua fora dos principais credores, ranking que continua a ser liderado pela China.

Lobbying. Partido da oposição contratou consultora norte-americana para facilitar contactos com o Congresso, Administração dos EUA e centros de pensamento. Valor contrasta com os milhões gastos pelo Estado angolano na sua estratégia de influência junto de Washington. Registos mostram que empresários, figuras influentes e até a Assembleia Nacional também procuraram representação nos Estados Unidos.

A entrada da Unita no circuito de lobbying de Washington trouxe um dado curioso para o debate público angolano: afinal, quanto custa ser ouvido nos Estados Unidos?