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Histórico do MPLA diz que JES governou Angola com “mão de ferro” e em cleptocracia sistémica

O histórico do MPLA e antigo deputado à Assembleia da República, Fragata de Morais, declarou que o antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, governou Angola com 'mão de ferro' durante 38 anos e numa ‘cleptocracia sistémica’.  
 

Histórico do MPLA diz que JES governou Angola com “mão de ferro” e em cleptocracia sistémica

A opinião foi publicada no perfil da sua rede social Facebook, e surge depois de um suposto áudio da filha do antigo Presidente da República Welwitschea dos Santos, em que solicita a intervenção do líder dos EUA, Donald Trump, a realizar uma intervenção militar em Angola semelhante a que culminou com a captura do líder da Venezuela, Nicolas Maduro.  
Na publicação, Fragata de Morais questiona a PGR se o pedido de Welwitschea dos Santos não configurava um “crime que lesa a pátria”. 
Manuel Augusto Fragata de Morais é um dos históricos do partido no poder MPLA, seguiu uma carreira paralela na política, na diplomacia e na literatura. Depois da independência, foi vice-ministro da Educação e Cultura, secretário-geral do Conselho Nacional de Comunicação Social, presidente da Comissão Directiva da União dos Escritores Angolanos, além de seguir a carreira diplomática.  
De recordar que numa entrevista ao extinto site Rede Angola, o antigo deputado da bancada parlamentar do MPLA chegou a abominar quem considerava Angola uma ditadura. De lembrar que as cleptocracias geralmente estão associadas a ditaduras, oligarquias, ditaduras militares ou outras formas de governo autocráticas. “Nós aqui estamos muito para frente. As instituições funcionam normalmente. Temos partidos políticos, tribunais, assembleia nacional, temos uma imprensa livre, coisa impossível numa ditadura. Numa ditadura há apenas a vontade do ditador que regula tudo à sua medida. Dizer que a liberdade dos cidadãos ainda não é a cem por cento, que ainda há constrangimentos na liberdade de expressão, que os direitos humanos não funcionam na totalidade, pode se dizer isso sim, senhor. Mas dizer que Angola vive uma ditadura é um disparate”, declarava na entrevista.