Mercado de valores mobiliários apresenta risco médio-baixo
O risco de financiamento do terrorismo a que está exposto o mercado de valores mobiliários angolano é de 0,21, correspondente a um nível de risco médio-baixo, revela o novo relatório da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), referente a 2025.
O resultado surge meses depois de o Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) ter formulado um conjunto de recomendações para que Angola reforce o sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, no âmbito do processo de saída da lista de jurisdições sob monitorização reforçada, na qual o país se encontra desde 2024.
De acordo com o relatório da CMC, a avaliação foi realizada numa escala de 0 a 1. A dimensão da ameaça foi classificada como média-baixa, enquanto a dimensão da vulnerabilidade apresentou um nível baixo, resultando numa avaliação global de risco de financiamento do terrorismo médio-baixo para o sector.
A Avaliação Sectorial de Risco (ASR) teve como referência os dados de 2024 e 2025, seguindo a metodologia do Banco Mundial e a metodologia utilizada pela Unidade de Informação Financeira (UIF) na Avaliação Nacional de Risco de 2025.
No processo, foram identificadas e avaliadas as principais ameaças e vulnerabilidades associadas ao mercado de valores mobiliários, bem como o respectivo impacto no risco de financiamento do terrorismo.
A CMC sublinha que o resultado da avaliação da vulnerabilidade do sector constitui um vector orientador da sua actuação em matéria de prevenção, permitindo definir acções prioritárias em função dos riscos identificados, tanto no que diz respeito à qualidade dos controlos implementados como às vulnerabilidades intrínsecas detectadas.







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