Alta do crude acelera plano de Angola para liquidar 6,8 mil milhões à China
A dívida pública que Angola tem com a China tem registado um alívio sustentado, impulsionada directamente pela recente subida dos preços do petróleo no mercado internacional, afirmou o director-geral da Unidade de Gestão da Dívida (UGD) do Ministério das Finanças, Dorivaldo Teixeira.
O comportamento do crude surge na sequência do agravamento do conflito no Médio Oriente, que disparou os alarmes na cadeia de abastecimento global e fez com que o preço do barril atingisse um pico de 119 dólares.
De acordo com Dorivaldo Teixeira, a subida dos preços tem permitido ao país criar poupança e canalizar recursos para outras despesas. Angola prevê cumprir o prazo de 2028 para liquidar a dívida com a China, sobretudo a dívida com o colateral do petróleo, que se situa em 6,8 mil milhões de dólares, caso o preço do crude continue em alta no mercado internacional, garantiu o director-geral da Unidade de Gestão da Dívida (UGD) do Ministério das Finanças, Dorivaldo Teixeira.
Após o alcance da paz definitiva em 2022, grande parte da dívida externa de Angola foi contraída junto ao Banco de Desenvolvimento da China e a outros credores do país asiático para financiar a reconstrução nacional. Inicialmente, os pagamentos eram garantidos e efectuados directamente através da exportação de petróleo.
O mercado chinês, terceiro colocado em termos de endividamento do país, viu a dívida reduzida ao sair dos 19% para 17%, cerca de 6,7 mil milhões de dólares, graças à oportunidade proporcionada pela subida do preço do petróleo.
Dorivaldo Teixeira referiu que o cumprimento dos prazos no pagamento da dívida com o parceiro asiático só será possível se se manter a tendência de subida do preço do crude no mercado internacional, mas caso essa tendência venha a se alterar será difícil cumprir com a meta.
Segundo o responsável, a dívida pública angolana está fixada em cerca de 72 mil milhões de dólares, sendo os principais credores o mercado doméstico com 29%, o Reino Unido, através da eurobonds e a China.








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