Consequências da guerra continuam a impor barreiras na economia da RDC
O longo histórico de instabilidade política e conflitos armados na República Democrática do Congo (RDC) tem imposto graves consequências a sua economia. Embora possua vastas riquezas naturais, sendo um dos principais produtores mundiais de cobalto e cobre, o país enfrenta desigualdade extrema, dependência externa e colapso na infraestrutura, apurou o Valor Económico.
Com uma vasta fronteira com Angola, a RDC tem a sua economia baseada fortemente no sector extrativo, representando cerca de 95% das exportações.
A flutuação internacional nos preços de minerais como cobalto e coltan determina a saúde financeira do Estado, causando choques de receita e forte dependência em divisas como o dólar.
De acordo com o Banco Mundial, em 2018, a República Democrática do Congo tinha a terceira maior população de pobres do mundo, com 73% da população congolesa, equivalente a 60 milhões de pessoas, a viver com menos de 1,90 dólares por dia (a taxa de pobreza internacional).
O maior país da África Subsariana, em termos de área, a RDC é um dos mais ricos em matérias-primas valiosas, mas também um dos mais pobres, a nível económico e social.
Com 60% da população abaixo dos 20 anos, a República Democrática do Congo é um dos países mais jovens do mundo. Através de incentivos económicos e medidas sociais, como a escolaridade primária gratuita, o país pretende o mais rápido possível atingir o desenvolvimento, apesar da instabilidade.









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