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Adalberto Costa Júnior questiona capacidade do Estado para responder ao ciberataque contra Unitel

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, questionou a capacidade de resposta do Estado perante o ciberataque que afectou a operadora de telecomunicações Unitel e defendeu uma auditoria técnica independente, bem como  maior transparência das autoridades e o reforço da segurança das infraestruturas críticas do país.

Adalberto Costa Júnior questiona capacidade do Estado para responder ao ciberataque contra Unitel
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Numa publicação na sua página pessoal do Facebook, Adalberto Costa Júnior manifestou, primeiramente, solidariedade às famílias, empresários, trabalhadores e cidadãos afectados pela interrupção dos serviços, considerando que a paralisação de uma infraestrutura crítica de comunicações provoca "constrangimentos sérios à actividade económica, ao funcionamento das instituições públicas e privadas, e à vida quotidiana de milhões de cidadãos".

Segundo o dirigente político, as telecomunicações deixaram de ser apenas um serviço comercial para assumirem um papel estratégico na segurança nacional, na economia, nos serviços de emergência, nos cuidados de saúde, no funcionamento do Estado e no exercício dos direitos dos cidadãos. Por essa razão, considerou que a indisponibilidade prolongada da rede deixa de constituir um simples problema operacional de uma empresa e passa a representar "uma questão de interesse nacional, de soberania económica e de segurança do Estado".

Defendeu que o Executivo deve informar o país, em tempo real, sobre a evolução dos trabalhos de recuperação, os riscos existentes, as medidas adoptadas e o prazo previsível para a normalização dos serviços.

O líder da Unita  reconheceu que os ataques cibernéticos representam uma ameaça real enfrentada diariamente por estados e empresas estratégicas em todo o mundo. Contudo, sustentou que a diferença entre sistemas preparados e vulneráveis reside na capacidade de prevenção, de resposta rápida e de recuperação eficiente, referindo que as crises revelam fragilidades que muitas vezes permanecem ocultas. 

Neste sentido, anunciou que o seu partido defende a realização urgente de uma auditoria técnica independente ao incidente, a apresentação pública de um relatório detalhado contendo as causas, os impactos e as responsabilidades identificadas, bem como o reforço imediato da estratégia nacional de cibersegurança e da protecção das infraestruturas críticas.

A UNITA propõe igualmente mecanismos obrigatórios de redundância tecnológica para garantir a continuidade dos serviços nacionais de telecomunicações e exige um mercado mais competitivo, eliminando barreiras à concorrência e promovendo a entrada e consolidação de operadores capazes de assegurar maior cobertura nacional, melhor qualidade de serviço e maior resiliência das comunicações.

Adalberto Costa Júnior levantou ainda um conjunto de questões dirigidas às entidades competentes, interrogando qual foi a actuação do INACOM durante a crise, se o actual quadro regulatório é suficiente para impor padrões de segurança, continuidade operacional e transferência entre operadores, bem como se foram prestadas informações objectivas à Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) e à Comissão do Mercado de Capitais.