Especialista defende que receitas extra do petróleo devem financiar carreiras da saúde e educação
O ex-director da Cobalt Angola, António Vieira, defende um maior aproveitamento e distribuição dos excedentes do petróleo, face às constantes subidas do produto no mercado internacional, a fim de “melhorar a vida dos funcionários, dos sectores, da saúde e da educação, por serem os mais precários”.
Com várias subidas esta semana, no dia de ontem, o preço do barril de petróleo Brent (referência usada para o petróleo angolano) ultrapassou a marca dos 100 dólares, impulsionado por tensões e conflitos no Médio Oriente. O petróleo WTI (referência americana) também subiu, cotado perto dos 90,79 dólares.
A alta do crude acontece numa semana em que o Banco Nacional de Angola (BNA) e o Ministério das Finanças (MINFIN) perspectivam melhores dias para a economia nacional, atentos também aos preços altos influenciados pelo conflito entre os Estados Unidos da América e o Irão.
O BNA, por exemplo, perspectiva uma inflação fixada em 8,6% até final deste ano e com isso prevê, ainda, menor perda do poder de compra para os angolanos. Já o MINFIN projecta cumprir com o compromisso de até ao ano de 2028 liquidar a dívida que tem com a China, caso o preço do petróleo no mercado internacional se mantenha favorável.
António Vieira, que reconhece o impacto positivo da alta do preço do petróleo para o país, apela ao Governo a priorizar a resolução dos principais problemas pendentes e a criar campos para novos investimentos em produção alternativa.
O também engenheiro entende que, com os excedentes, o Estado deveria aumentar o Fundo de Reserva e o Fundo Soberano, para situações futuras, assim como diminuir a dívida pública e melhorar as condições de vida dos funcionários públicos, sobretudo professores e médicos, com reajustes salariais.








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