BAD lança formação gratuita em inteligência artificial para funcionários públicos africanos
Transformação digital. Programa pretende reforçar as competências dos funcionários públicos na utilização da inteligência artificial e contribuir para ganhos de produtividade que podem acrescentar até 1 bilião de dólares ao PIB de África até 2035.
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Google e a Apolitical, lançou um programa gratuito de formação em inteligência artificial (IA) destinado a funcionários públicos dos países africanos.
A iniciativa foi apresentada na 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, e visa capacitar os agentes do Estado para compreenderem e aplicarem a IA na prestação de serviços públicos, na gestão de infra-estruturas digitais e na inovação governamental.
Integrada na plataforma Government AI Campus, da Apolitical, a formação inclui cursos sobre os fundamentos da inteligência artificial, a liderança na adopção de tecnologias nos governos e a utilização da IA na contratação pública. Os conteúdos foram desenvolvidos pela Stanford University Online e pela SDA Bocconi School of Management, enquanto a Google e a Apolitical asseguram a plataforma de aprendizagem e os materiais formativos.
Segundo o director de Desenvolvimento Industrial e Comercial do BAD, Ousmane Fall, a inteligência artificial pode proporcionar ganhos significativos de produtividade, desde que os utilizadores compreendam as suas aplicações. O responsável considera que a capacitação dos funcionários públicos nesta área tem sido negligenciada e que a parceria pretende colmatar essa lacuna.
A formação constitui o primeiro passo para concretizar as recomendações do relatório do BAD intitulado Ganhos de Produtividade da IA em África: Caminhos para a Eficiência Laboral, o Crescimento Económico e a Transformação Inclusiva.
O documento estima que a adopção inclusiva da inteligência artificial poderá acrescentar até 1 bilião de dólares ao Produto Interno Bruto (PIB) de África até 2035, destacando as competências técnicas e uma governação baseada na confiança como factores essenciais para alcançar esse potencial.
A directora do Centro de IA para o Desenvolvimento Sustentável do PNUD, Keyzom Ngodup Massally, defende que os governos africanos precisam de apoio para reforçar as capacidades institucionais e técnicas necessárias à participação na economia digital.
O programa é disponibilizado ao ritmo de cada participante e destina-se a funcionários governamentais e agentes da administração pública em exercício nos países membros regionais do BAD, com actuação em áreas como a prestação de serviços públicos, infra-estruturas digitais, parcerias público-privadas e inovação. As inscrições já se encontram abertas e são gratuitas.







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