EUA apreendem combustível de quase 3 milhões de doláres destinado a Cuba
Autoridades norte-americanas interceptaram 90 carregamentos de biodiesel e mais de 600 mil galões antes de deixarem o território dos EUA, numa nova ofensiva contra o abastecimento energético da ilha.
As autoridades norte-americanas apreenderam 90 carregamentos de biodiesel avaliados em quase 3 milhões de dólares, destinados a Cuba, numa operação que reforça a pressão de Washington sobre o sector energético cubano e ocorre menos de uma semana depois da intercepção de um navio que transportava combustível para a ilha.
Os carregamentos, com mais de 600 mil galões de combustível, foram interceptados em Houston e no Porto Everglades, no sul da Flórida, antes de deixarem os Estados Unidos. Segundo o Departamento de Segurança Interna norte-americano, o combustível tinha como destino a Enetec, empresa estatal cubana de combustíveis sediada em Havana e sancionada pelos EUA no início deste ano.
O agente especial do Departamento de Segurança Interna em Miami, Jose Figueroa, afirmou que a operação envolveu carregamentos que poderiam beneficiar o Governo cubano através de uma entidade controlada pelo Estado. “Um esforço desta magnitude para minar as sanções dos EUA não ocorre por acaso”, afirmou.
As autoridades norte-americanas advertiram ainda que empresas e indivíduos que procurem contornar as sanções para financiar, facilitar ou beneficiar dessas operações poderão enfrentar consequências legais.
A nova apreensão ocorre num contexto de intensificação das restrições norte-americanas ao fornecimento de combustível a Cuba. A administração de Donald Trump tem permitido apenas carregamentos relativamente pequenos destinados ao sector privado cubano, como parte de uma estratégia declarada de pressão sobre o Governo de Havana.
O bloqueio ao combustível tem sido contestado internacionalmente. Peritos das Nações Unidas consideraram a medida ilegal e alertaram para os seus efeitos sobre os direitos humanos. O Governo cubano, por sua vez, classifica as sanções como uma forma de “guerra económica”.







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