Aumento de 10% reacende 'braço de ferro' entre Governo e centrais sindicais
FUNÇÃO PÚBLICA. Governo alega não ter margem financeira para aumentar os salários da função pública acima de 10% em 2027, mas as centrais sindicais recusam aceitar uma proposta que consideram muito aquém do compromisso de actualização salarial acumulada de 100% assumido em 2024. Choque ameaça prolongar as negociações, com
os representantes dos trabalhadores a exigirem um esforço adicional
do Executivo e a remeterem a decisão para consulta dos associados.
As centrais sindicais consideram insuficiente o aumento salarial de 10% proposto pelo Governo para 2027 e admitem contestar a medida junto dos trabalhadores, num novo “braço de ferro” em torno do cumprimento do Acordo Trienal, celebrado em 2024, que previa uma actualização acumulada de 100% dos salários da função pública.
A contestação foi manifestada esta segunda-feira, durante uma reunião entre o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) e as centrais sindicais, convocada para avaliar a execução do acordo e discutir o incremento salarial para o próximo ano.
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