PR autoriza 2,57 mil milhões de kwanzas para serviços da Cimeira da Indústria Financeira em África
O Presidente da República autorizou uma despesa de 2,57 mil milhões de kwanzas para a aquisição dos serviços necessários à realização da Cimeira da Indústria Financeira em África (AFIS 2026).
De acordo com um despacho presidencial cosultado pelo Valor Económico, apesar de estabelecer o valor da despesa e identificar os responsáveis pelos procedimentos, o documento não apresenta uma discriminação orçamental que permita perceber como serão aplicados os mais de 2,5 mil milhões de kwanzas. Sem a identificação dos serviços a contratar e dos respectivos custos, não é possível avaliar, apenas com base no despacho, a distribuição dos recursos nem aferir a relação entre as despesas previstas e as necessidades concretas da organização do evento.
Não obstante, para viabilizar os procedimentos de contratação, o Chefe de Estado delegou nos titulares dos departamentos ministeriais que integram a comissão, nomeadamente o ministro do Planeamento, na qualidade de Coordenador-Adjunto; os ministros do Interior, das Relações Exteriores, dos Transportes, das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social e do Turismo; a ministra da Saúde; o governador da Província de Luanda; o governador do Banco Nacional de Angola; e o presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), competências para aprovar as peças dos procedimentos e verificar a validade e a legalidade dos actos praticados, incluindo a celebração e assinatura dos contratos.
A Cimeira da Indústria Financeira em África (conhecida em inglês como Africa Financial Industry Summit ou AFIS) é uma plataforma pan-africana de renome que reunirá, em Luanda, Angola, nos dias 3 e 4 de Novembro de 2026, decisores políticos, reguladores, líderes de instituições financeiras, investidores e especialistas do sector. Segundo o Presidente da República, o objectivo da cimeira é identificar novas fontes de financiamento e reforçar a cooperação entre instituições africanas e internacionais, com vista a contribuir para o desenvolvimento económico sustentável do continente africano.







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