MPLA anula candidatura de Higino Carneiro, abre processo disciplinar e avança com queixa-crime na PGR
O Comité Central do MPLA manteve, durante a sua XI Reunião Ordinária, a decisão de anular a candidatura do general na reserva Higino Carneiro à presidência do partido. Em simultâneo, a direcção dos camaradas deliberou instaurar um processo disciplinar ao militante e formalizar uma queixa-crime junto da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A deliberação surge na sequência do recurso interposto pelo pré-candidato às instâncias superiores do partido, após ter visto a sua intenção de voto rejeitada pela subcomissão de candidaturas, no passado dia 21 de Julho.
Segundo a resolução aprovada, o chumbo da candidatura fundamenta-se na “inconformidade com os estatutos e demais normativos vigentes” na organização política. O MPLA justifica ainda a abertura do procedimento disciplinar com a alegada violação “voluntária e consciente” dos deveres éticos e morais previstos no Código de Ética e nos estatutos partidários.
Paralelamente à via interna, o Comité Central confirmou que irá remeter o caso para as autoridades judiciais, sustentando haver “fortes indícios da prática do crime de falsificação de documentos” por parte do antigo governador.







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