Adalberto Costa Júnior propõe novo repatriamento de capitais para financiar obras públicas
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu a reactivação de um programa de repatriamento de capitais, com vista à recuperação de parte dos activos transferidos para o exterior e à aplicação dos recursos remanescentes na economia nacional.
Na perspectiva do dirigente, , esta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa realizada na sede do partido, em Luanda, a medida poderá mobilizar financiamento para infra-estruturas, escolas e outros sectores estratégicos, contribuindo para dinamizar a actividade económica e reduzir a pressão sobre as contas públicas.
Para Adalberto Costa Júnior, a abordagem ao repatriamento de capitais deve privilegiar o pragmatismo e criar incentivos para que os recursos regressem ao circuito económico nacional, no qual os titulares dos activos devolveriam uma percentagem dos valores ao Estado, mantendo a titularidade da maior parte dos recursos, desde que estes sejam canalizados para investimentos em Angola. “Angola ganha duas vezes”, afirmou, ao sustentar que a proposta permitiria, por um lado, recuperar parte do dinheiro e, por outro, estimular o investimento privado e a circulação de capital na economia nacional.
O líder da UNITA justificou a proposta com o que considera ser um problema patrimonial que condiciona as decisões políticas e económicas do país. “Tenho dito que o problema de Angola já não é político, nem ideológico. É um problema patrimonial, sim ", declarou ao apontar acumulação de riqueza, a existência de numerosas propriedades e o receio de perda de activos como factores que, na sua avaliação, dificultam a implementação de reformas.
Segundo o dirigente, o projecto de repatriamento de capitais, apresentado anteriormente pela UNITA, prevê um mecanismo de perdão penal não individualizado, aplicado com equilíbrio, para incentivar o regresso dos recursos ao país.
“Aquela pequena percentagem que se devolve vai ajudar aos desafios da construção de infra-estruturas, das escolas”, disse acrescentando que os recursos remanescentes seriam investidos obrigatoriamente em Angola, de modo a criar «dinâmica económica», mobilidade e financiamento para a actividade produtiva.
O dirigente argumentou ainda que a manutenção dos capitais no exterior não traz benefícios ao país e defendeu uma abordagem pragmática.
Na mesma ocasião, Costa Júnior criticou os recursos aplicados no Museu das Vítimas dos Conflitos Políticos, questionando a prioridade atribuída ao projecto num contexto de dificuldades sociais, dívida pública elevada e crianças fora do sistema de ensino, apesar de ter defendido que a preservação da memória histórica deve contribuir para a







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