Exportações sustentam crescimento da economia chinesa apesar da fraqueza do consumo
PIB cresceu 4,5% no terceiro trimestre, acima dos 4,3% registados no período anterior, enquanto o investimento imobiliário recuou 20,6% nos primeiros nove meses do ano.
A economia chinesa cresceu 4,5% no terceiro trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento das exportações e pelo dinamismo da produção industrial, apesar da fraqueza do consumo interno e da contracção do investimento. Os dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China mostram uma aceleração face aos 4,3% registados no segundo trimestre, mantendo o país no caminho para cumprir a meta de crescimento anual entre 4,5% e 5%.
Entre Janeiro e Setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 4,6% em termos homólogos. Ainda em Setembro, a produção industrial do país cresceu 5,5%, contra 5,2% em Agosto, enquanto as vendas a retalho aumentaram apenas 1,1%, depois de uma subida de 0,4% no mês anterior.
As exportações, que aumentaram mais de um terço em Setembro, beneficiaram sobretudo da procura por produtos electrónicos, equipamentos ligados à inteligência artificial (IA) e automóveis.
Entretanto, apesar dos resultados, o investimento em activos fixos caiu 7,2% nos primeiros nove meses do ano, enquanto o investimento imobiliário recuou 20,6%. Os gastos em infra-estruturas também permaneceram fracos, reflectindo as dificuldades persistentes do mercado interno.
Analistas do ABN Amro, citados pelo The Guardian, consideram que a aceleração do PIB resulta sobretudo da força das exportações associadas ao crescimento global da inteligência artificial e da tecnologia, que tem compensado os efeitos negativos do conflito com o Irão e a debilidade da procura interna.
Embora os indicadores apontem para o cumprimento da meta anual, a dependência das exportações e a fragilidade do consumo e do investimento imobiliário continuam a colocar dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação chinesa.







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