durante a visita de Estado da Presidente namibiana

João Lourenço convida Namíbia a integrar estrutura accionista da Refinaria do Lobito

O Presidente da República, João Lourenço, convidou formalmente a Namíbia a integrar a estrutura accionista da Refinaria do Lobito. A proposta foi feita esta segunda-feira, no âmbito do reforço da cooperação económica entre os dois países, durante a visita de Estado da Presidente namibiana, Netumbo Nandi-Ndaitwah, à capital angolana.

João Lourenço convida Namíbia a integrar estrutura accionista da Refinaria do Lobito
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O empreendimento tem uma capacidade projectada de processamento de 200 mil barris de petróleo por dia. Segundo o Chefe de Estado, citado pela Âgop, que falava à imprensa após a assinatura de vários acordos bilaterais, a prioridade passa pelo aprofundamento das relações em sectores estratégicos como a energia, águas, petróleo e investimento privado. 
Aposta na transformação industrial e integração regional 
Durante a sua intervenção, João Lourenço defendeu a urgência de aumentar a comercialização de derivados do petróleo, nomeadamente gasolina e gasóleo. A estratégia visa ampliar a capacidade local de transformação de matérias-primas, gerar maior valor acrescentado e suprir as necessidades do mercado interno e da região. 
No plano energético, Angola manifestou a intenção de partilhar a sua capacidade de produção com os países da África Austral, incluindo a Namíbia, África do Sul, Botswana e Zimbabwe. O objectivo é rentabilizar as infra-estruturas regionais existentes, evitando que cada Estado tenha de desenvolver investimentos isolados e dispendiosos. 
Paralelamente, foi reiterada a necessidade de relançar o projecto da barragem hidroeléctrica de Baynes, uma iniciativa binacional destinada a assegurar o fornecimento de energia a ambas as nações. 
Cooperação hídrica e incentivo ao investimento privado 
No domínio da gestão dos recursos hídricos, Angola colocou à disposição da Namíbia a sua experiência na construção de barragens de armazenamento e canais de distribuição para abastecimento populacional, agrícola e pecuário. O programa angolano abrange as províncias da Huíla, Cunene e Namibe, cujas características climáticas e desafios de seca severa se assemelham aos do norte do território namibiano. 
No sector petrolífero, o Executivo angolano predispôs-se a partilhar conhecimento acumulado em pesquisa, produção e comercialização, numa fase em que a Namíbia se prepara para dar início à exploração comercial dos seus próprios recursos.