Bolsas asiáticas recuperam após onda de vendas no sector da inteligência artificial
Ganhos das fabricantes de semicondutores impulsionam os mercados da Coreia do Sul e do Japão, enquanto preocupações com o endividamento das empresas tecnológicas mantêm investidores cautelosos.
O índice MSCI Asia Pacific avançou 1%, com cinco acções em alta por cada título em queda. Em Seul, as acções da Samsung Electronics e da SK Hynix valorizaram-se, contribuindo para a recuperação do mercado sul-coreano, enquanto os investidores aproveitaram as quedas recentes para recomprar títulos do sector tecnológico.
No Japão, o índice Nikkei 225 encerrou uma sequência de seis sessões consecutivas de perdas, ao subir 898,34 pontos, equivalentes a 1,39%, para 65.324,29 pontos. A recuperação ocorreu depois de o indicador ter perdido mais de 3.300 pontos na sessão anterior, naquela que foi a terceira maior queda diária em pontos da sua história, com os investidores a regressarem às acções de empresas de inteligência artificial e semicondutores.
Na Coreia do Sul, o índice KOSPI avançou 113,83 pontos, ou 2,05%, para 5.668,05 pontos, interrompendo uma sequência de sete sessões de queda. A redução da pressão vendedora sobre as empresas de semicondutores e a revisão das expectativas quanto a novos aumentos das taxas de juro da Reserva Federal norte-americana contribuíram para a recuperação. O won sul-coreano também se valorizou face ao dólar.
Na China, o desempenho dos mercados foi misto. O índice Shanghai Composite subiu 0,24%, para 3.716,28 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,5%, para 24.186,83 pontos. As bolsas de Singapura, Mumbai, Banguecoque e Manila também registaram ganhos. Em sentido contrário, o mercado accionista da Indonésia sofreu uma queda superior a 11%, a maior desde 1998, após a MSCI levantar preocupações sobre a transparência da estrutura de propriedade das acções e possíveis práticas de negociação coordenada, colocando em causa o cumprimento dos critérios de mercado emergente.
A instabilidade no sector da inteligência artificial continua associada às dúvidas sobre a capacidade das empresas de rentabilizarem os investimentos em centros de dados e semicondutores. A norte-americana CoreWeave, sediada em Nova Jérsia, enfrenta preocupações devido ao elevado endividamento contraído para financiar a aquisição de chips da Nvidia. As acções da empresa caíram 15,5% nas negociações nos Estados Unidos a 14 de Outubro, enquanto os rendimentos de algumas das suas obrigações aumentaram, reflectindo a percepção de maior risco financeiro.
Entretanto, o petróleo bruto registou uma ligeira descida. Na zona euro, o director-geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade, Pierre Gramegna, afirmou que a situação nos mercados obrigacionistas permanece controlada e longe de exigir uma intervenção do fundo de resgate.







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