Dólar caminha para primeira queda semanal em mais de um mês pressionado por crise nas acções de IA
O dólar norte-americano caminha para a primeira queda semanal em mais de um mês face ao euro e ao iene, pressionado pela reavaliação das perspectivas das taxas de juro dos Estados Unidos e pela turbulência nos mercados associada às empresas de inteligência artificial (IA).
O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana face a seis divisas principais, recuou 0,25%, para 101,77 pontos, e encaminhava-se, esta sexta-feira, para uma desvalorização semanal de 0,45%. Contudo, os dados de inflação dos Estados Unidos, acima das expectativas, limitaram as perdas da moeda ao longo da semana.
A pressão sobre o dólar coincide com a correcção das acções de empresas norte-americanas ligadas à inteligência artificial, que se estendeu ao mercado de crédito.
Segundo Thierry Wizman, estrategista global de câmbio e taxas de juro do Macquarie Group, a redução das perspectivas de investimento em inteligência artificial poderá ameaçar o dólar e pressionar os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano nos próximos meses e em 2027. O analista, segundo a Reutrs, considerou que uma retracção do investimento poderá limitar a emissão de dívida e prejudicar o crescimento económico dos Estados Unidos.
Entretanto, o índice S&P 500, um dos principais índices bolsistas dos Estados Unidos, encerrou a sessão de quinta-feira em alta, recuperando das perdas iniciais, com os investidores a redireccionarem aplicações para acções dos sectores da saúde e do consumo. Apesar desta recuperação, persistem as preocupações com a rentabilidade dos investimentos em inteligência artificial, enquanto a evolução do dólar continua dependente das decisões da Reserva Federal, dos dados de inflação e das perspectivas de crescimento económico norte-americano.







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