PRESSÃO INFLACIONISTA NA ÁFRICA ORIENTAL

Inflação no Quénia e Uganda acelera com pressão dos alimentos e combustíveis

02 Nov. 2026 Valor Económico Mundo

Desvalorização cambial e aumento dos custos de transporte pressionam os preços na África Oriental, enquanto mercados de capitais africanos registam novas operações de financiamento.

Inflação no Quénia e Uganda acelera com pressão dos alimentos e combustíveis
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A inflação anual no Quénia e no Uganda acelerou em Outubro, atingindo os níveis mais elevados desde meados de 2023, impulsionada sobretudo pelo aumento dos preços dos alimentos, combustíveis e transportes, num contexto de pressão cambial e agravamento dos custos de importação.

No Quénia, a inflação passou de 6,8% em Setembro para 7,3% em Outubro, o nível mais elevado desde Julho de 2023, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país, divulgados a 30 de Outubro; já os preços dos alimentos aumentaram 10,2% em termos homólogos, enquanto os custos de transporte registaram uma subida de 17,1%.

Os produtos alimentares, transportes, habitação e serviços públicos, que representam mais de 57% do cabaz de consumo, estiveram entre os principais factores que pressionaram a evolução dos preços.

No Uganda, a inflação anual avançou de 4,6% para 5,8% no mesmo período, alcançando o ritmo mais elevado desde Junho de 2023. De acordo com o Sable África,  a subida foi influenciada pela desvalorização do xelim ugandês e pelo aumento dos preços dos combustíveis, factores que encareceram os produtos importados, as máquinas e as matérias-primas.

A inflação dos produtos agrícolas mais do que duplicou, passando de 4,5% para 10,7%, enquanto a componente de energia, combustíveis e serviços públicos atingiu 15,4%, contra 14,4% em Setembro.

Perante as pressões inflacionistas, o Banco do Uganda elevou, a 14 de Outubro, a taxa básica de juro em 2,25 pontos percentuais, para 12%, naquela que foi a primeira alteração desde Outubro de 2024.