MERCADOS INTERNACIONAIS | METAIS PRECIOSOS EM ALTA

Ouro atinge máximo de duas semanas com desvalorização do dólar e queda do petróleo

05 Nov. 2026 Valor Económico Mundo

Metal precioso valoriza 1,9%, para 4.134,82 dólares por onça, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda norte-americana, pela descida dos rendimentos dos títulos do Tesouro e pelo alívio das preocupações inflacionistas.

Ouro atinge máximo de duas semanas com desvalorização do dólar e queda do petróleo

O preço do ouro atingiu, esta quinta-feira, o nível mais elevado em mais de duas semanas, ao valorizar 1,9%, para 4.134,82 dólares por onça, beneficiando da desvalorização do dólar norte-americano e da queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, num contexto de reacção dos mercados aos resultados das eleições intercalares norte-americanas.

De acordo com a Reuters, o metal precioso chegou a negociar nos 4.146,63 dólares por onça, uma cotação que não era observada desde 20 de Outubro. Na sessão anterior, o ouro tinha registado uma valorização de 3,4%, a maior subida diária desde 19 de Agosto, acumulando ganhos superiores a 250 dólares ao longo da semana, depois de ter atingido, na sexta-feira, o mínimo de um ano, fixado em 3.869,85 dólares.

Para Ole Hansen, responsável pela estratégia de matérias-primas do Saxo Bank, os metais preciosos estão entre os principais beneficiários dos resultados eleitorais nos Estados Unidos. O especialista atribuiu a valorização à combinação da descida dos preços da energia, do abrandamento das expectativas de inflação e da redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro e do dólar, factores que também levaram investidores a rever posições especulativas de venda.

No mercado energético, o petróleo Brent registou uma ligeira recuperação nesta quinta-feira, mas permaneceu abaixo dos 100 dólares por barril, depois de ter recuado cerca de 9% na sessão anterior. A descida ocorreu perante as expectativas de que as vitórias democratas nas eleições intercalares possam reduzir os riscos de agravamento do conflito com o Irão. O recuo dos preços da energia contribuiu para aliviar as preocupações inflacionistas, enquanto a desvalorização do dólar tornou o ouro menos dispendioso para investidores que utilizam outras moedas.

Entretanto, os investidores aguardam a divulgação dos dados sobre o emprego não agrícola nos Estados Unidos, prevista para sexta-feira, à procura de indicações sobre a orientação da política monetária da Reserva Federal. No Reino Unido, o Banco de Inglaterra deverá aumentar a taxa de juro de referência de 3,75% para 4%, naquela que poderá ser a primeira subida em três anos. Entre os restantes metais preciosos, a prata valorizou 1,3%, para 52,88 dólares por onça, a platina avançou 1,8%, para 1.523,51 dólares, e o paládio subiu 2,8%, para 1.033,25 dólares por onça.