Crédito à habitação atinge 460,37 mil milhões de kwanzas em quatro anos, mas continua longe de dinamizar o sector
Habitação. Volume de crédito concedido ao abrigo do Aviso n.º 9 do BNA não tem produzido os efeitos esperados no mercado imobiliário. Persistem obstáculos, incluindo denúncias de incumprimento das regras do instrutivo. Investigadores económicos defendem que a dinamização do sector depende também da resolução dos entraves legais e da formalização da actividade imobiliária.
O crédito à habitação, concedido ao abrigo do Aviso n.º 9 do Banco Nacional de Angola (BNA), atingiu um volume acumulado de 460,37 mil milhões de kwanzas desde a sua criação, em 2021, até ao final do exercício passado. Apesar dos montantes disponibilizados, os resultados continuam aquém das expectativas, com denúncias de incumprimento das disposições do instrutivo e barreiras regulamentares que continuam a condicionar o mercado, conforme indicam cálculos do Valor Económico.
O volume de crédito concedido atingiu 2,74 mil milhões de kwanzas no ano seguinte à criação do aviso, tendo registado um crescimento expressivo em 2023, quando os desembolsos ascenderam a 281,85 mil milhões de kwanzas. Em 2024, porém, o montante recuou 69,25%, para 86,65 mil milhões de kwanzas, antes de recuperar ligeiramente no exercício seguinte, ao totalizar 89,13 mil milhões de kwanzas.
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