Cresce a actividade de “roboteiros” dentro dos mercados
COMéRCIO. Negócio é dominado por homens, jovens e crianças que com ajuda de carros-de-mão apoiam quem vai às compras. Entretanto, desentendimentos com clientes, cobrança dos fiscais e assaltos fazem parte do dia-a-dia desses trabalhadores.
Foram-se os tempos em que o pequeno veículo de tracção humana era usado apenas para transporte de terra, areia e materiais de construção em obras. Faz alguns anos que os jovens angolanos viram nos carros-de-mão um instrumento fundamental para o apoio de quem vai às compras. A essa função deram o nome de “roboteiro”. Ao longo do dia, nos grandes mercados informais de Luanda, como o Kikolo, Mercado do 30 e Catinton ajudam pessoas a transportar dezenas de quilos de mercadorias, chegando a ganhar diariamente entre 15 e 20 mil kwanzas.
Estes trabalhadores, na sua maioria adolescentes entre os 15 e os 18 anos, dizem conseguir uma facturação mensal que varia entre 100 e 200 mil kwanzas dependo do período, do movimento e do fluxo de clientes, permitindo custear a alimentação e renda de casa.
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