SECTOR ENERGÉTICO EM DESTAQUE

Défices de infra-estruturas, energia, crédito e capital humano desafiam diversificação da economia angolana

DESENVOLVIMENTO. Especialistas defendem a necessidade de atrair investimento privado para as infra-estruturas. Sector energético regista avanços, mas electricidade ainda não chega de forma efectiva às áreas de actividade económica e às residências. FMI reitera a importância de aproveitar as receitas extraordinárias do petróleo para reduzir a dívida pública e reforçar as reservas financeiras.

Défices de infra-estruturas, energia, crédito e capital humano desafiam diversificação da economia angolana
Mário Mujetes

A diversificação da economia angolana continua condicionada pelos défices de infra-estruturas, pela falta de mão-de-obra qualificada e pelas limitações no acesso ao financiamento, apesar do potencial do país nos sectores da agricultura, energia, indústria e recursos minerais. Os desafios foram apontados por especialistas do sector privado e de instituições financeiras, durante um encontro promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no dia 30 de Outubro, em Luanda, sob o tema “Angola, From Here to Where?”.

Uma das questões que mereceu destaque no evento foi o sector energético. Apesar do aumento significativo da capacidade de produção, o principal problema continua a ser a distribuição da electricidade. António Pires, sócio de Consultoria da KPMG Angola e Portugal, responsável pelas áreas de Energia e Indústria, considera que Angola precisa de avançar para uma segunda revolução energética, centrada na expansão das redes de transporte e distribuição, de modo a fazer chegar a electricidade às empresas, às indústrias e às populações.



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