FUNCIONÁRIOS FICTÍCIOS 'TORRAM' CENTENAS DE MILHÕES DE DÓLARES

Especialistas defendem auditoria na administração do Estado

Compliance. Valores potencialmente envolvidos nos pagamentos a funcionários-fantasma superam largamente os montantes identificados em 2016. Especialistas alertam para a ausência de mecanismos eficazes de controlo interno na Administração Pública e defendem auditorias abrangentes, prevenção de irregularidades e responsabilização dos envolvidos.

Especialistas defendem auditoria na administração do Estado
DR

O Estado angolano gasta anualmente (excluindo décimo e subsídios), pelo menos, mais de 38,238 mil milhões de kwanzas (cerca de 41,9 milhões de dólares) com os salários de mais de 31 mil funcionários-fantasma, segundo cálculos do Valor Económico, realizados com base no salário-base mais baixo do Regime Geral da Função Pública, correspondente à categoria de operário não qualificado de 2.ª classe.

A estimativa supera em mais de 21 milhões de dólares os 20,3 milhões de dólares gastos, em 2016. Naquele ano, o Governo, então liderado por José Eduardo dos Santos, reconheceu, através do Ministério das Finanças, a existência de 33.683 funcionários fictícios que recebiam salários do Estado, num encargo anual estimado em 20,3 milhões de dólares. Na sequência da identificação das irregularidades, foi realizada uma campanha de recadastramento destinada a retirar os registos indevidos do sistema.



Para ler o artigo completo no Jornal em PDF, faça já a sua assinatura, clicando em 'Assine já' no canto superior direito deste site.