MPLA rejeita candidatura de António Venâncio à liderança do partido
O coordenador da Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário do MPLA, Job Capapinha, anunciou, esta terça-feira, a rejeição da candidatura de António Francisco Venâncio à presidência do partido, por não reunir o número mínimo de subscrições válidas exigido pelos Estatutos.
Segundo Job Capapinha, apesar de o processo conter a documentação individual exigida, a verificação das pastas de subscrição revelou irregularidades e insuficiência de assinaturas válidas, o que levou à rejeição da candidatura. O dirigente afirmou que o mandatário havia declarado ter entregue 34 pastas, das quais quatro foram retiradas no acto da entrega, com o seu consentimento, por estarem “exageradamente incompletas” nos processos de subscrição, sendo confirmadas apenas 30 pastas.
Na verificação dos processos do militante do partido, segundo o coordenador, foram identificadas subscrições provenientes de seis províncias, nomeadamente Cuando, Cubango, Cunene, Moxico, Moxico Leste e Namibe. Entretanto, após a análise e verificação do processo, remetido dentro do prazo regulamentar, a Subcomissão de Candidaturas contabilizou e confirmou apenas 2.918 fichas de subscrição, número “longe das 5.000 subscrições exigidas” pela alínea A do artigo 113.º dos Estatutos do MPLA.
Do total de fichas apuradas, 459 foram consideradas válidas, correspondentes a 15,7%, enquanto 2.459 foram consideradas não válidas, representando 84,3%.
Perante os resultados, a Subcomissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário, “considerou nula a candidatura apresentada”, declarou Job Capapinha.
A candidatura de António Venâncio à presidência do MPLA foi submetida a 23 de Outubro de 2026 pelo mandatário, Hélder Ludi, que, segundo as informações divulgadas na altura, entregou mais de seis mil assinaturas de apoio.







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