Ala de Ngola Kabango arranca com o congresso extraordinário mas sem Nimi a Simbi
A Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), ala de Ngola Kabango, arrancou hoje, terça-feira, dia 30, com o congresso extraordinário sob o lema: 'Unamo-nos para os desafios da Nação'.
A sessão de abertura foi marcada pela ausência da ala de Nimi a Simbi.
O evento, realizado num ambiente de suspeições, contou com a intervenção do líder histórico do partido, Ngola Kabango, que exortou o candidato que vier a ser eleito como presidente do partido a comprometer-se com a unidade interna.
Apesar da ausência assinalável do presidente do partido e dos seus aliados, a ala de Ngola Kabango mobilizou mais de 700 delegados, oriundos das 21 províncias do país, que participam no conclave electivo dos futuros membros da direcção, incluindo o próximo presidente da formação política.
Neste capítulo, o congresso extraordinário da FNLA conta com sete candidatos à presidência, que amanhã irão ao teste de popularidade junto dos delegados participantes no evento. Entretanto, fazem parte da lista de candidatos ao cadeirão máximo da FNLA os militantes António Fernando Pedro Gomes, Daniel António Afonso, Álvaro Manuel, Kiako Samuel Kiala, Carlito Roberto (filho do líder fundador Holden Roberto), Sofia Rodrigues Coelho Francisco e Pedro Noa Wete.
Na sua intervenção no acto de abertura, o líder histórico Ngola Kabango apelou aos candidatos para não olharem para os discursos dos adversários e fazerem deles um motivo para a divisão futura, reiterando que o próximo presidente deve trabalhar para a unidade da FNLA, visando os desafios da Nação.
O líder histórico apelou, igualmente, aos candidatos para não levarem muito tempo a atacar os adversários, mas sim a pensarem, continuamente, no bem-estar das mulheres, dos mais velhos e dos jovens, bem como a pensarem em estratégias sobre como o partido pode contribuir para uma Angola melhor.
Ngola Kabango disse ter quórum suficiente para a realização do conclave, por ter mais de 50% dos membros afectos ao Comité Central, órgão máximo do partido. De acordo com os dados oficiais, este órgão está constituído por 411 militantes, mas, segundo o porta-voz cessante Ndonda Nzinga, a última prova de vida confirmou apenas a existência de 180 membros.
Dados recolhidos no local apontam para uma participação de 147 membros deste órgão deliberativo, incluindo líderes históricos e familiares do presidente fundador do partido, Holden Roberto.
O Valor Económico tentou contactar os líderes do partido ausentes no encontro, como são os casos do presidente Nimi a Simbi e da porta-voz da FNLA, Maria Bravo, que se negaram a prestar qualquer declaração.







Com recursos esgotados no MPLA, juristas vêem legitimidade em Higino Carneiro para...