Escassez de combustível volta a gerar caos e filas de 400 metros nas bombas de Luanda
Luanda volta a ser confrontada com a escassez de combustível, que está a forçar os automobilistas a enfrentar filas de mais de 400 metros e esperas superiores a duas horas nas bombas de abastecimento. Uma ronda realizada pelo Valor Económico na sexta-feira e no sábado à noite, por mais de dez postos de abastecimento em Luanda, confirmou um cenário generalizado de caos e desespero entre os condutores.
Em locais como a bomba da Ponte Molhada, no bairro Benfica, a elevada procura gerou longas filas de carros. "Já estou à espera há mais de uma hora", relatou o automobilista José Malembe. Um cenário idêntico foi registado no posto do Gamek, no município da Maianga, onde Fedy, outro condutor visivelmente desgastado, aguardava há mais de duas horas sem garantia de conseguir abastecer. A equipa do jornal constatou ainda a mesma paralisação nas bombas do Catetão, da Shoprite do Palanca, do Golf 2 e do Projecto Nova Vida.
Esta crise surge dois meses após o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro de Azevedo, ter admitido publicamente que Angola enfrenta escassez de derivados de petróleo.
Na altura, a situação foi justificada pela reduzida oferta interna, pelo aumento do consumo nacional e pelas dificuldades financeiras que a estatal Sonangol atravessa, decorrentes dos baixos preços praticados localmente em contraste com a escalada dos custos da matéria-prima no mercado internacional.







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