Importações pressionam comércio por grosso e representam 61% da inflação
O peso dos produtos importados continua a pressionar os custos do comércio por grosso, apesar da ligeira desaceleração homóloga geral, indicam os dados do Índice de Preços Grossista (IPG).
Os produtos importados foram o principal motor da inflação no comércio por grosso em Setembro, sendo responsáveis por 4,39 pontos percentuais, o equivalente a 61%, da taxa de variação homóloga global do Índice de Preços Grossista (IPG). Em contrapartida, a produção nacional respondeu por apenas 2,81 pontos percentuais, correspondentes a 39% do total.
No geral, o IPG fixou a taxa de variação homóloga em 7,20%, o que representa uma aceleração marginal de 0,18 pontos percentuais face a Agosto. Ainda assim, o indicador revela uma trajectória de moderação a médio prazo, ficando 9,36 pontos percentuais abaixo do valor registado no mesmo mês do ano anterior.
os produtos nacionais com maiores variações foram os das áreas da ‘indústria transformadora’, com mais de 8,6%, e da ‘agricultura, produção animal, caça e pesca’, com uma variação de 5,5%. Em relação ao mês anterior, a ‘indústria transformadora’ registou uma diminuição de 0,79 pontos percentuais e a secção da ‘agricultura, produção animal, caça e pesca’ registou um aumento de cerca de 1 ponto percentual.
Quanto aos produtos importados, o sector da ‘agricultura, produção animal, caça e pesca’ assinalou a maior variação, com 20,82%, seguido do sector da ‘indústria transformadora’, com uma variação de 6,46%. Assim, quando comparada com a do mês anterior, a secção da ‘agricultura, produção animal, caça e pesca’ verificou uma diminuição de 0,24 pontos percentuais e a da ‘indústria transformadora’ registou um aumento de 0,32 pontos percentuais.







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