Vera Daves garante prioridade ao sector social no OGE para mitigar fragilidades estruturais
A ministra das Finanças, Vera Daves, garantiu que o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2027 continuará a dar particular atenção ao sector social, assumindo ter total consciência das fragilidades estruturais que o país ainda enfrenta e que são evidenciadas por diversos indicadores sociais.
As declarações da governante foram feitas durante a conferência de imprensa de apresentação da proposta do OGE 2027, instrumento entregue na Assembleia Nacional na última sexta-feira, dia 30, para apreciação, discussão e votação.
Segundo a titular da pasta das Finanças, a proposta orçamental, elaborada com base numa previsão do preço do petróleo a 71 dólares por barril, assegura o aumento da fatia financeira destinada à área social. Entre as prioridades destacam-se o reforço do programa Kwenda, a merenda escolar, a aposta na autoconstrução dirigida e a edificação de novas habitações a nível nacional.
Saúde identificada como o principal "calcanhar de Aquiles"
No âmbito da saúde, Vera Daves admitiu abertamente que a prestação de serviços hospitalares de qualidade permanece como um dos maiores desafios do Executivo.
“Temos consciência de que esse ainda é o nosso calcanhar de Aquiles, porque somos rápidos a construir, mas depois soluçamos para manter e assegurar que os hospitais entreguem a melhor qualidade possível aos cidadãos”, reconheceu a ministra.
Para contornar este cenário, o novo documento prevê verbas específicas para a manutenção de infraestruturas, aquisição de medicamentos e compra de equipamentos, visando mitigar as carências nas unidades sanitárias de todo o país.
O projeto do OGE para 2027 assenta numa previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,5%, uma taxa de inflação fixada em 7,27% e uma produção petrolífera diária estimada em um milhão de barris.







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