Angola integra fundo climático de 690 milhões de dólares para financiamento de projectos sustentáveis
Programa prevê uma linha de crédito comercial de até 260 milhões de dólares e pretende alcançar 5,2 milhões de beneficiários, mas não especifica a parcela de financiamento destinada ao país.
Angola está entre os quatro países abrangidos pela primeira fase do Fundo Soberano para o Clima de África (Africa Sovereign Climate Facility), uma iniciativa de financiamento climático avaliada em 690 milhões de dólares, lançada, recentemente, pela Corporação Financeira Africana (AFC) e pelo Fundo Verde para o Clima (GCF), com o objectivo de apoiar investimentos em infra-estruturas resilientes e projectos de desenvolvimento de baixo carbono no continente.
O programa, apresentado na Coreia do Sul, inclui também Benim, Costa do Marfim e Nigéria, num projecto que combina financiamento em condições favoráveis, assistência técnica e capacitação institucional, visando integrar os riscos climáticos nos planos nacionais de desenvolvimento e acelerar a execução dos compromissos assumidos pelos países no âmbito do Acordo de Paris.
Em termos concretos, as áreas de intervenção do financiamento do ASCF estão a produção de energia limpa, saúde e bem-estar, segurança alimentar e hídrica, bem como infra-estruturas e ambiente construído resilientes às alterações climáticas.
Entretanto, apesar do anúncio de um envelope global de 690 milhões de dólares, a informação divulgada não apresenta a distribuição dos recursos pelos quatro países, nem identifica os projectos que serão financiados em Angola.
O lançamento do ASCF dá continuidade à cooperação entre a AFC e o GCF no financiamento de infra-estruturas sustentáveis. Em 2023, o Fundo Verde para o Clima comprometeu 253 milhões de dólares para o Fundo de Infra-estruturas Resilientes ao Clima (ICRF), gerido pela AFC Capital Partners, com o objectivo de atrair investimento institucional e privado para projectos preparados para enfrentar os riscos climáticos.
Contudo, esta nova iniciativa surgenuma circunstância de crescente exposição das economias africanas a fenómenos climáticos extremos, como secas, cheias e alterações nos padrões de precipitação e, para Angola, a inclusão no programa abre a possibilidade de acesso a financiamento destinado à adaptação climática e à transição para uma economia de baixo carbono.







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