LOGÍSTICA. Documento exclui despachantes oficiais, agentes de navegação, armadores e gestores de terminais portuários, aeroportuários, ferroviários e rodoviários.
Suely de Melo
Um completo circo dos horrores
Tal como já se adivinhava o tal "experimento da democracia" não passou de um nado morto. Não houve sequer espaço para discussões, deliberações ou fundamentações. Era, portanto, sabido que quem pensou em colocar o capítulo da "destituição" na constituição não o fez a pensar que pudesse vir a ser usado contra o maioritário. Senão, porque cargas d'água os deputados sequer cogitariam a hipótese de se discutir o assunto, quanto mais não fosse para desconstruir toda a narrativa trazida pela Unita, já que estão tão certos de que o seu líder, nada mais faz senão andar dentro dos marcos da lei?! Senão porque se sujeitariam a violar tudo quanto é norma, atropelar tudo quanto é lei, inverter tudo quanto é regimento?
“Não gosto nada do que vejo”
Nestes dias que andaram, Manuel Homem resolveu ‘bicar’ o Tomás do Cazenga. Este foi rapidamente às redes sociais agradecer à missão lhe foi confiada por estes quase três anos, mas não perdeu a oportunidade de se lamentar. O autor do lema “o processo é dinâmico e irreversível” apelou para o “vitimismo”, ao considerar que “até a mais nobre intenção é merecedora de julgamentos”.
Abertos para o mundo e de costas viradas...
E abriram-se as portas do paraíso a quase 100 países. A esperança é que Angola seja abarrotada por cidadãos dos mais variados cantos do mundo. Mas como esperar ter êxito no fomento ao turismo num país onde os preços de tudo e de nada estão pela hora da morte? Onde hotéis, resorts, restaurantes e afins praticam preços astronómicos. Num país que não tem estradas condignas que liguem uma província à outra e que levem aos principais destinos turísticos e, portanto, onde o turista se vê quase impossibilitado de conhecer as belezas de Angola sem depois se contorcer de dores no corpo. Ao azarar-se em optar pelas viagens de avião, corre o risco de passar uma boa parte do tempo no aeroporto, a julgar pelas constantes bandeiras da nossa companhia de Bandeira... Num país onde o Ministério do Interior está mais preocupado com os polícias que fazem dancinhas do tiktok do que em sanar o vício da gasosa dos nossos oficiais, que, diga-se de passagem, parecem ter uma apetência acentuada pela tez mais clara. Onde os números da criminalidade são de assustar, que o diga o atleta britânico que decidiu percorrer por toda África e bastou chegar a Angola para receber as boas vindas com um assalto básico. É boa ideia escancarar as portas de um país com uma péssima qualidade de atendimento em todo e qualquer serviço, burocracia excessiva, de um país que precisa de um trabalho de casa profundo?
Saiu-lhe o tiro pela culatra?
Na ânsia de afastar completamente o seu antecessor e apagá-lo dos anais da história, da qual foi protagonista por mais de 38 anos, João Lourenço acabou por trocar os pés pelas mãos.






Com recursos esgotados no MPLA, juristas vêem legitimidade em Higino Carneiro para...