ESTUDO DO PREPARA PORTUGAL

Angola integra crescimento de estudantes estrangeiros no ensino superior em Portugal

Estudo. Número de estudantes internacionais nas universidades portuguesas mais do que duplicou em 10 anos, passando de cerca de 20 mil em 2015 para aproximadamente 42 mil em 2024.

Angola integra crescimento de estudantes estrangeiros no ensino superior em Portugal
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Angola integra o grupo de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que mais contribuem para o aumento do número de estudantes internacionais no ensino superior em Portugal, num contexto em que a mobilidade académica tem vindo a crescer de forma expressiva na última década.

Segundo dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência e da Pordata, o número de estudantes internacionais nas universidades portuguesas mais do que duplicou em 10 anos, passando de cerca de 20 mil em 2015 para aproximadamente 42 mil em 2024, o equivalente a um em cada 10 estudantes do ensino superior no país. Metade destes estudantes tem origem em países da CPLP, com o Brasil a liderar (mais de 70%), seguido da Guiné-Bissau, Cabo Verde e Angola, além de São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste.

De acordo com Higor Cerqueira, fundador da instituição, a partilha da língua portuguesa é um dos principais factores que impulsionam a escolha de Portugal como destino académico, facilitando a integração e a continuidade dos estudos para estudantes internacionais, incluindo angolanos.

O estudo do Centro de Formação Prepara Portugal destaca ainda que a imigração para fins de estudo tem um peso crescente no aumento da população estrangeira em Portugal, num cenário em que estudantes oriundos de países como Angola procuram qualificação académica e profissional.

No Prepara Portugal, instituição que já recebeu mais de 2.500 alunos de mais de 35 nacionalidades, estudantes angolanos também marcam presença, ainda que em menor número face aos brasileiros, que representam a maioria das matrículas.

O crescimento do número de estudantes internacionais é visto como um factor relevante para o mercado de trabalho português, num país marcado pelo envelhecimento da população e pela saída de jovens, sendo a entrada de estudantes estrangeiros, incluindo de Angola, uma contribuição para a renovação da força de trabalho e para o dinamismo económico.