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Actual modelo de negócio da banca em Angola pode não ser sustentável, avisa CEO do Standard Bank

28 May. 2026 Mercado & Finanças

O Presidente do Conselho Executivo (PCE) do Standard Bank de Angola, Luís Teles, acredita que o actual modelo de negócio da banca em Angola poderá não ser sustentável no futuro.

Actual modelo de negócio da banca em Angola pode não ser sustentável, avisa CEO do Standard Bank

De acordo com o responsável da instituição, durante um evento em Luanda, é importante que se fale sobre o futuro da banca, pois é necessário “começar a pensar numa realidade em que as taxas de juro e a inflação em Angola estejam num único dígito”, sendo que isso obrigará a “repensar o futuro do negócio bancário e avaliar se o modelo actual do setor será sustentável a longo prazo”. “Os bancos continuam muito expostos às variações das taxas de juro, o que representa um risco significativo para a rentabilidade futura do sector bancário. Há 11 anos que a inflação não se encontrava nos níveis actuais, sendo que, no Standard Bank, estimamos que a inflação possa atingir os 9,9% até ao final do ano”, refere.  
Ao abordar o tema do crédito na banca, o PCE do SBA defendeu que “a banca deve alinhar a sua estratégia de concessão de crédito com a composição da economia nacional e com os sectores que efectivamente aceleram o crescimento do PIB de Angola, sendo necessário ter em consideração os sectores que, actualmente, impulsionam o dinamismo económico e contribuem para a criação de emprego formal”. 
Defendeu também que os investimentos em infra-estruturas, energia, logística e transportes devem “beneficiar de maior apoio financeiro da banca, por serem sectores fundamentais para criar melhores condições de produção e distribuição de bens e serviços, além de desempenharem um papel determinante no crescimento sustentável do País”. 
Referiu ainda que Angola tem “um sector agrícola emergente, que a banca deve continuar a procurar financiar de forma sustentável, o que permitirá impulsionar a produção local, sobretudo de bens com maior impacto no Índice de Preços no Consumidor”. “Para que a banca tenha maior capacidade de financiar a economia, é fundamental que exista maior interesse por parte dos investidores e do empresariado em investir no País. Para tal, é necessário reforçar a confiança na economia, através da garantia de previsibilidade fiscal, estabilidade regulatória e estabilidade cambial”, alertou.