Actual modelo de negócio da banca em Angola pode não ser sustentável, avisa CEO do Standard Bank
O Presidente do Conselho Executivo (PCE) do Standard Bank de Angola, Luís Teles, acredita que o actual modelo de negócio da banca em Angola poderá não ser sustentável no futuro.
De acordo com o responsável da instituição, durante um evento em Luanda, é importante que se fale sobre o futuro da banca, pois é necessário “começar a pensar numa realidade em que as taxas de juro e a inflação em Angola estejam num único dígito”, sendo que isso obrigará a “repensar o futuro do negócio bancário e avaliar se o modelo actual do setor será sustentável a longo prazo”. “Os bancos continuam muito expostos às variações das taxas de juro, o que representa um risco significativo para a rentabilidade futura do sector bancário. Há 11 anos que a inflação não se encontrava nos níveis actuais, sendo que, no Standard Bank, estimamos que a inflação possa atingir os 9,9% até ao final do ano”, refere.
Ao abordar o tema do crédito na banca, o PCE do SBA defendeu que “a banca deve alinhar a sua estratégia de concessão de crédito com a composição da economia nacional e com os sectores que efectivamente aceleram o crescimento do PIB de Angola, sendo necessário ter em consideração os sectores que, actualmente, impulsionam o dinamismo económico e contribuem para a criação de emprego formal”.
Defendeu também que os investimentos em infra-estruturas, energia, logística e transportes devem “beneficiar de maior apoio financeiro da banca, por serem sectores fundamentais para criar melhores condições de produção e distribuição de bens e serviços, além de desempenharem um papel determinante no crescimento sustentável do País”.
Referiu ainda que Angola tem “um sector agrícola emergente, que a banca deve continuar a procurar financiar de forma sustentável, o que permitirá impulsionar a produção local, sobretudo de bens com maior impacto no Índice de Preços no Consumidor”. “Para que a banca tenha maior capacidade de financiar a economia, é fundamental que exista maior interesse por parte dos investidores e do empresariado em investir no País. Para tal, é necessário reforçar a confiança na economia, através da garantia de previsibilidade fiscal, estabilidade regulatória e estabilidade cambial”, alertou.







Criadores de gado apoiam quotas à importação de carne, mas alertam para...