Governo gasta mais de metade do orçamento na dívida e destina apenas 8% à Saúde e Educação
No segundo trimestre deste ano, o Estado canalizou 5,70 biliões de kwanzas para o pagamento do serviço da dívida pública. Este valor representou 56% de tudo o que o Governo gastou no período, deixando uma margem curta para responder ao sector social.
O sector social reuniu apenas 16% da despesa total. Durante o segundo trimestre, a saúde e a educação absorveram apenas 8% das despesas públicas. Para a saúde foram destinados 373,6 mil milhões de kwanzas e para a educação foram destinados 407,3 mil milhões de kwanzas.
No geral, o país arrecadou 9,85 biliões de kwanzas no II trimestre de 2026, contra 10,24 biliões de kwanzas em despesas, segundo o Relatório Trimestral do OGE de 2026, a que o Valor Económico teve acesso. O resultado representa um défice trimestral de 396,4 mil milhões de Kz, num período em que a execução da receita alcançou cerca de 30% do valor previsto.
De acordo com o documento, a receita arrecadada cresceu 66% face aos 5,93 biliões de kwanzas registados no II trimestre de 2025. Do total, 5,41 biliões de kwanzas corresponderam a receitas correntes, enquanto as receitas de capital atingiram 4,43 biliões de kwanzas, com destaque para os financiamentos.
Do lado da despesa, o Estado executou 10,24 biliões de kwanzaz, mais 59% do que os 6,44 biliões de kwanzas registados no período homólogo. As despesas correntes, aponta o documento, somaram 4,66 biliões de kwanzas, enquanto as despesas de capital absorveram 5,58 biliões de kwanzas, equivalentes a 55% da despesa total.
No que respeita ao serviço da dívida externa, o Estado efectuou, no II trimestre, pagamentos de 3,31 biliões de kwanzas, incluindo amortizações de capital, juros e comissões, o que representou um aumento de 58% face ao I trimestre de 2026 e de 65% em relação ao período homólogo.
No total, as amortizações perfizeram 2,08 biliões de kwanzas, enquanto os juros atingiram 1,15 biliões de kwanzas e as comissões 79,45 mil milhões de kwanzas.
Por outro lado, quando comparado com o trimestre anterior, o serviço da dívida externa registou aumentos nas principais componentes. Os dados das Finanças dão conta de que as amortizações cresceram 35%, os juros aumentaram mais de 100% e as comissões subiram 22%. Já em relação ao II trimestre de 2025, as amortizações aumentaram mais de 100%, os juros cresceram 20% e as comissões avançaram 21%, evidenciando uma maior pressão do serviço da dívida sobre as contas públicas.








PR autoriza ajuste directo de 25 milhões de dólares para estádio no...