E agora pergunto eu...

Seja bem-vindo, querido leitor, a este seu espaço onde perguntar não ofende, depois de uma semana marcada a nível internacional pela atribuição do título de perturbador da ordem pública - tal como a poluição do ar - à gigante Meta, dona do Facebook, do WhatsApp, do Instagram e de mais plataformas que usamos diária e constantemente nos dias que correm.

E agora pergunto eu...
DR

A decisão de um tribunal americano multa a Meta em 567 milhões de dólares, ‘peanuts’ (migalhinhas) para uma empresa com facturação anual de mais de 60 mil milhões, mas é significativa pela mensagem da necessidade de protecção das crianças dos efeitos nocivos das redes sociais, nomeadamente o do incentivo ao vício de constância nas plataformas com as notificações constantes e o scrolling que não acaba, e claro com a exposição de crianças a conteúdo inapropriado.

Temos muito que aprender no quesito da protecção às crianças de conteúdo inapropriado. Volta e meia temos vídeos de crianças a cantar letras assustadoras a dançar com movimentos quase pornográficos porque a infância não é protegida de conteúdo inapropriado. Esta é a maior multa que a Meta já recebeu devido à falta de segurança das crianças nas suas plataformas. Houve multas no passado referentes ao incentivo ao vício na plataforma, a práticas anti-concorrenciais, mas quanto à segurança das crianças esta é a maior multa, e vem com uma série de recomendações que incluem a criação de um fundo para reparações, formação de pessoal da área da educação que lida com os desafios de crianças viciadas em redes, limites ao consumo infantil de conteúdo, e prevenção de exposição a conteúdo inapropriado que habita na esfera online.

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