Adão de Almeida avisa que o Estado “não pode ser o principal empregador” e exige aposta no sector privado
O Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, defende a promoção do empreendedorismo e a criação de um sector empresarial privado robusto, afirmando que o Estado não se pode assumir como o principal empregador.
Durante o Workshop sobre Juventude e Primeiro Emprego, realizado em alusão ao Dia Internacional da Juventude, o presidente do parlamento considerou o debate sobre o primeiro emprego “necessário e incontornável”, sobretudo perante as mudanças provocadas pela revolução digital, pela inteligência artificial, pela automação, pelas alterações climáticas e por outras transformações económicas e sociais. Adão de Almeida defende ainda uma maior aposta na juventude e na criação de oportunidades de primeiro emprego como factores essenciais ao desenvolvimento sustentável de Angola.
Ao abordar a realidade nacional, o presidente da Assembleia Nacional afirmou que Angola é um país eminentemente jovem, condição que coloca esta faixa da população como “o maior activo estratégico” do país, mas também como um dos principais desafios políticos, económicos e sociais.
Adão de Almeida apontou ainda a promoção do investimento privado, o reforço da competitividade económica, a protecção social e a criação de condições favoráveis ao empreendedorismo e à inovação como prioridades.
Ao concluir a sua intervenção, o líder parlamentar defendeu maior envolvimento dos jovens na procura de soluções para os seus próprios desafios e reafirmou o papel do Parlamento na criação de condições para a geração de emprego e auto-emprego, através da legislação e da fiscalização.
“O jovem angolano já não espera. Os jovens são aqueles por quem Angola espera”, afirmou, defendendo que, em vez de procurar resolver os problemas dos jovens, é necessário, cada vez mais, “resolver os problemas com os jovens”.







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