Directora da UIF garante que Angola progride no crime financeiro, mas que supervisão ainda falha
A directora-geral da Unidade de Informação Financeira (UIF), Fausta Raul Muzumbi, assegura que Angola tem progredido no cumprimento das normas internacionais contra o branqueamento de capitais. Apesar dos avanços, a responsável admite que a qualidade da supervisão em diversos sectores permanece baixa perante os compromissos assumidos pelo país.
De acordo com a responsável, em entrevista ao Jornal de Angola, o país tem apresentado avanços desde o último relatório submetido às instâncias internacionais.
Fausta Raul Muzumbi destacou melhorias na preparação de instrumentos legais e no reforço dos mecanismos de supervisão e citou como exemplos destes avanços a proposta de Lei do Beneficiário Efectivo, bem como medidas relacionadas com o controlo e registo no sistema financeiro, actualmente em fase de discussão e aprovação na especialidade na Assembleia Nacional.
Fausta Raul Muzumbi reconhece, entretanto, que ainda há um caminho a percorrer, sobretudo no domínio legislativo e na eficiência das instituições. “As leis ainda não foram aprovadas e, para os organismos internacionais, só produzem efeitos quando entram em vigor”.
Angola voltou a constar da "lista cinzenta" do GAFI no final de 2024 devido a deficiências no combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. Desde então o país está sob monitorização reforçada, com o objectivo de implementar reformas legais e sair desta lista até 2027.








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