Fábrica de tomate tem ‘stock’ mas faltam clientes, garante Grupo Adérito Areias
O fundador do complexo industrial, Adérito Areias garantiu ao Valor Económico que a fábrica de massa tomate dispõe de ‘stock’ de tomate e de produtos processados, contrariando as declarações do responsável da unidade e de agricultores da região. Segundo o CEO do grupo, o verdadeiro desafio da empresa prende-se com a escassez de clientes para absorver a produção, e não com a falta de matéria-prima.
Estas declarações contrastam com as do gestor da unidade, Ekumbi David, que referiu recentemente que a fábrica estava, de momento, parada, limitando-se a trabalhar no fomento da produção de tomate. A previsão é que as primeiras produções sejam entregues em Junho, altura em que se deverá iniciar a produção de polpa de tomate.
Recentemente, também a presidente da Cooperativa do Dombe Grande, Rosa Flor, afirmou que a fábrica continuava a aguardar pelo tomate que os agricultores estão a produzir no âmbito de um financiamento do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA).
Atualmente, apenas 27 dos 88 agricultores selecionados receberam o financiamento. A responsável explicou que os produtores financiados ainda se encontram na fase de transplantação das mudas para os campos de cultivo. Enquanto os agricultores apontam a falta de financiamento como um obstáculo ao fornecimento regular de matéria-prima, a gestão da fábrica identifica a ausência de mercado para a produção já existente como o principal desafio.
A fábrica foi inaugurada a 7 de Fevereiro de 2026 no município do Dombe Grande, província de Benguela. O empreendimento, que visa relançar a produção agrícola na região, tem capacidade para transformar até 120 toneladas de tomate por dia.







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