Vice-presidente da República exige combate à pesca ilegal e poluição para salvar oceanos africanos
A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, defendeu o reforço do combate à poluição, à degradação dos ecossistemas e à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, apontando estas ameaças como os principais obstáculos ao futuro dos oceanos e das águas interiores do continente africano.
Durante a sua intervenção, na Conferência de Alto Nível do Segmento Ministerial sobre a Economia Azul,Esperança da Costa salientou que a economia azul deve contribuir para a criação de valor nos países africanos, em vez de se limitar à exportação de matérias-primas.
"A economia azul deve criar valor nos países africanos e não apenas exportar matérias-primas. Deve promover cadeias de valor robustas, formalizar actividades e integrar mulheres e jovens em sectores de futuro", afirmou.
Ao referir-se aos dados da União Africana e do Banco Africano de Desenvolvimento, a vice presidente afirmou que a economia azul gera actualmente cerca de 290 mil milhões de dólares por ano para o Produto Interno Bruto (PIB) africano, valor que poderá ascender a 576 mil milhões de dólares até 2063; e acrescentou que o sector assegura, actualmente, emprego directo a cerca de 49 milhões de africanos, prevendo-se que esse número aumente para 78 milhões até 2063.
Dirigindo-se aos Estados-membros da União Africana e aos parceiros internacionais, Esperança da Costa apelou à adopção, por consenso, da Declaração de Luanda, defendendo que o documento deve servir de instrumento orientador para acelerar a implementação da Estratégia Africana para a Economia Azul, mobilizar financiamento sustentável e consolidar o sector como um dos pilares da Agenda 2063 da União Africana.
"A Declaração de Luanda deve marcar uma nova etapa de cooperação, solidariedade pan-africana e prosperidade sustentável para o continente", concluiu.








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