SIIND falha primeiro encontro no Tribunal para negociação com antigos trabalhadores da ZEE
A direcção da Sonangol Investimentos Industriais (SIIND) não se fez presente na primeira audiência para a negociação com os antigos trabalhadores da Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE), marcada para esta segunda-feira, 18, na 1ª sala do Trabalho do Tribunal de Comarca de Belas.
A direcção da Sonangol Investimentos Industriais (SIIND) não se fez presente na primeira audiência para a negociação com os antigos trabalhadores da Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE), marcada para esta segunda-feira, 18, na 1ª sala do Trabalho do Tribunal de Comarca de Belas.
Depois de serem notificados pela Procuradoria Geral da República, no passado dia 7, para que o responsável dos trabalhadores se fizesse acompanhar dos documentos probatórios da sua relação com a empresa, chegados ao tribunal foram informados de que a empresa havia solicitado o adiamento da audiência para os próximos 10 dias, sem, no entanto, justificar a sua decisão.
Estão no processo cerca de 1300 trabalhadores das antigas unidades fabris da SIIND, que foram privatizadas em 2018. Os trabalhadores têm vindo a reivindicar pelo pagamento das indemnizações há mais de sete anos e chegaram a manifestar-se à porta da petrolífera estatal por inúmeras vezes, tendo inclusivamente alguns responsáveis sido detidos em alguns casos.
António Correia, que responde pela Comissão Sindical, adianta que para além da indemnização, estão em causa as compensações aos trabalhadores que adquiriram doenças profissionais, durante o período em que trabalhavam nas fábricas, e que não têm as suas situações acauteladas.
Aponta ainda a questão dos portadores de deficiência física que, “como diz a Lei Geral do Trabalho, devem ser recolocados noutras empresas, como aliás devia ser com todos os trabalhadores”. O sindicalista mostra-se ainda preocupado com a segurança social dos trabalhadores que já tinham idade de reforma na altura em que foram despedidos. “Até agora a SIIND não trata disso”, queixa-se o sindicalista para quem as “lutas” que têm feito já resultaram no pagamento de retroativos dos anos de 2018 até 2021. O conjunto de trabalhadores entende, no entanto, que “os pagamentos não foram feitos conforme o câmbio do dia”, lembrando que os contratos eram feitos em dólares. “Ao serem pagos em kwanzas, teria de ser o câmbio do dia para cumprir o estabelecido nos contratos”, reclamam.








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