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Nova década, novas competências!

16 Jan. 2020 Opinião

Entrámos numa nova década. 2020 chegou tão rápido como o ritmo da transformação digital que temos vindo a acompanhar. Um ritmo frenético de mudança, com uma visão centrada no digital, no automatismo e claramente centrada no futuro. O foco deixou de ser o hoje. Se a última década foi de aceleração tecnológica, aquela na qual acabámos de entrar claramente não sofrerá um abrandamento, muito pelo contrário! Os próximos anos esperam ainda mais transformações com impacto nas pessoas, nos resultados, na agilidade dos processos e no nível de eficácia de resposta das empresas.

Um estudo recente da Udemy, plataforma de e-learning, mostra-nos exactamente isso, nomeadamente nas competências que as empresas mais vão procurar em 2020. Quando analisamos as competências técnicas com maior procura, naturalmente encontramos aquelas que vão dar resposta à transformação digital e ao crescimento tecnológico que estamos a acompanhar. Inteligência artificial, programação web e data analytics são as competências técnicas e tecnológicas que vão cada vez mais fazer parte da maior parte das empresas e que estas vão procurar captar no ano em que agora entrámos. Logicamente, estas competências acabam por estar intimamente ligadas aos desafios actuais das empresas e às funções para os suportar.

Por outro lado, as skills comportamentais ganham também mais importância nesta fase. A existência de espaços de trabalho onde se encaixam diferentes gerações, a cada vez maior diversidade da força de trabalho e a mudança do paradigma de trabalho exigem competências comportamentais que acompanhem este crescimento e, potenciando a evolução intelectual. O mindset de crescimento, a criatividade e foco estão no topo da lista das competências mais procuradas em 2020. É cada vez mais importante a adopção de comportamentos diferenciadores e facilitadores da mudança, que promovam o crescimento das pessoas e das organizações, num processo de evolução e aprendizagem contínuo.

Com a entrada no novo ano e numa nova década, são feitos balanços, análises e perspectivas a vários níveis, no sentido de garantir a preparação necessária para o futuro das empresas a médio prazo, conseguindo assim antecipar necessidades de recursos ou serviços, fruto de mudanças tecnológicas, carências do mercado, não esquecendo, claro, o contexto económico.

A capacidade de as organizações se ajustarem às mutações do mercado vai necessariamente permanecer. A mudança faz hoje parte das empresas e das pessoas como processo natural, permanente e necessário. A revisão de competências, necessidades e ferramentas são hoje imperativos para dar resposta às exigências do mercado e da conjuntura em que nos encontramos.

Patrícia  Vicente

Patrícia Vicente

Manager EY, People Advisory Services