Funcionários da AGT foram apanhados em desvio de mil milhões de kwanzas graças à IA
A Administração Geral Tributária (AGT) voltou a detetar uma nova fraude financeira superior a mil milhões de kwanzas. O montante foi retirado do sistema financeiro por mais de cinco funcionários, tendo o esquema sido descoberto com o auxílio da Inteligência Artificial (IA).
De acordo com o director dos Serviços antifraude, Manuel Jorge, o uso da ferramenta de inteligência artificial permitiu o fisco detectar incongruências nos actos declarativos dos contribuintes. A ferramenta gerou um alerta e com isso a AGT conseguiu ter elementos “mais substanciais para avançar com um processo”.
Estão envolvidos no caso um contribuinte e mais de cinco funcionários. A denuncia junto dos órgãos de investigação criminal foi feita ontem.
De acordo com um comunicado da instituição, divulgado ontem, os indícios apurados apontam para condutas lesivas ao erário público, em manifesta “violação dos princípios da legalidade, ética e probidade que regem a Administração Pública, em geral, e a actuação da AGT, enquanto entidade responsável pela administração dos impostos”. “A capacidade da AGT de identificar e investigar práticas fraudulentas passíveis de responsabilização disciplinar e criminal tem sido cada vez melhor fruto de um eficaz mapeamento dos processos e da introdução de mecanismos de inteligência no monitoramento de riscos de fraude”, lê-se na nota. “Reafirmamos, entretanto, que a AGT mantém e continuará a manter uma postura firme, rigorosa e implacável contra quaisquer práticas ilícitas, seja por parte de técnicos da instituição, contribuintes ou entidades externas, não tolerando comportamentos que atentem contra o erário público”.
Esta não é a primeira vez em que os funcionários da AGT estão envolvidos em desvios de receitas. O ano passado, o país conheceu o famoso "Caso dos 7 mil milhões", que abalou o fisco. Refere-se a um esquema fraudulento de reembolsos indevidos do IVA.
A investigação, iniciada em janeiro de 2025, revelou que funcionários seniores utilizavam acessos privilegiados ao sistema informático para desviar fundos públicos através de pagamentos por compensação fictícia.









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