ROLF MENDELSOHN, PCA DA PARATUS

“Existem extensas áreas do país que continuam sem cobertura móvel”

Apesar dos avanços registados no sector das telecomunicações, Rolf Mendelsohn considera que a elevada carga fiscal continua a pressionar as empresas e a limitar a competitividade. O presidente da Paratus defende uma aposta mais agressiva na agricultura, indústria, turismo e mineração como caminho para acelerar a diversificação económica do país.

“Existem extensas áreas do país que continuam sem cobertura móvel”
Santos Samuesseca

A Paratus está presente em Angola há mais de duas décadas. Como avalia a evolução do mercado nacional desde o início das operações até aos dias de hoje?

Evoluiu de forma extraordinária. Começámos a actuar em Angola há 23 anos, numa altura em que Talatona não era o que é hoje. Existiam apenas ligações através da Angola Telecom, de forma analógica, com recurso a modems de 32 KB/s, e era sempre uma dificuldade conseguir uma ligação estável. Depois evoluímos para ligações via satélite de 256 KB/s, mais tarde para ligações por fibra óptica de 10 GB/s e, actualmente, disponibilizamos várias ligações internacionais com mais de 100 GB/s.

Em Angola, particularmente em Luanda, temos ligações de 400 GB/s na região metropolitana e de 200 GB/s para outras áreas do país, como Benguela, Huambo e a região Norte.

 

Quais são os principais desafios que as empresas de telecomunicações enfrentam actualmente no mercado angolano?

Os principais desafios estão relacionados com o know-how e a escassez de capital humano qualificado. Embora o país tenha melhorado substancialmente nos últimos anos, houve um período em que muitos jovens emigraram, sobretudo para Portugal, o que dificultou a contratação de profissionais suficientemente preparados para responder às necessidades do sector.

Outro desafio é a energia eléctrica. A situação tem melhorado de ano para ano, mas a nossa cobertura é cada vez mais abrangente e chega a zonas muito remotas, onde a falta de electricidade continua a ser um problema. Temos várias estações que funcionam exclusivamente com energias renováveis, através de painéis solares e baterias.



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