Crescimento estatístico da agricultura na economia “não traduz ganhos reais de produtividade e competitividade”
DIVERSIFICAÇÃO ECONÓMICA. Economistas produtores entendem que apesar do “discurso oficial optimista” sobre a diversificação da economia, actual modelo agrícola continua dependente de uma estrutura “pouco competitiva, marcada por baixa produtividade, fraca integração de mercado e limitações institucionais”.
O Governo tem destacado o aumento do peso da agricultura na economia nacional, sublinhando que o sector já representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB), ultrapassando o petróleo, estimado em 15%, situação que, no entanto, é contestada por economistas e responsáveis de associações do sector, que defendem que este crescimento estatístico “não se traduz necessariamente em ganhos reais de produtividade e competitividade”.
Este enquadramento tem sido apresentado como evidência do processo de diversificação económica, com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, a apontar que a agricultura passou a liderar a contribuição para o PIB, invertendo a “tradicional concentração” do petróleo na economia.
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