Durante a sua intervenção na 22.ª edição do Café CIPRA

Marcy Lopes quer fim do desleixo nos serviços públicos onde “pinga água”, há “bolor” e as “paredes estão sujas”

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, defendeu, esta quarta-feira, que o serviço público deve deixar, definitivamente, de estar associado a instalações degradadas onde “pinga água”, “tem bolor”, o “chão está a levantar” e as “paredes estão sujas”. O governante defendeu ainda rigor no atendimento ao cidadão.

Marcy Lopes quer fim do desleixo nos serviços públicos onde “pinga água”, há “bolor” e as “paredes estão sujas”
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Durante a sua intervenção na 22.ª edição do Café CIPRA, o governante sublinhou que a meta do Ministério da Justiça é transformar os balcões de atendimento em “lugares de excelência” e entende que o processo de modernização assenta em dois pilares fundamentais: a formação contínua dos funcionários e a reabilitação profunda das infra-estruturas. 
O ministro explicou que, no sector da Justiça, os serviços têm sido reabilitados e que os funcionários são responsabilizados quando danificam o património público. "Se partir uma gaveta, eles pagam, porque essa é a única forma de todos nós percebermos que aquilo que é do Estado é público e deve ser cuidado", afirmou.  
Para o governante, "as pessoas comportam-se de acordo com o ambiente", observando que "ninguém numa agência bancária vai colocar as mãos na parede, mas num serviço público em que a parede está suja o cidadão vai colocar a mão na parede”.  
Para exemplificar, Marcy Lopes relatou um episódio ocorrido na sexta-feira da semana passada, quando passou pela Loja Sagrada Esperança, na Samba, e encontrou “uma senhora que estava sentada na entrada do serviço e um cão a dormir ao lado”. Segundo ele, fotografou a situação e enviou a imagem à delegada da Justiça de Luanda, solicitando que interagisse com a responsável da loja no sentido de orientar o segurança a afastar o animal e as senhoras que se encontravam sentadas na escadaria. “Vocês não vão ver uma imagem como aquela numa agência bancária, mas a empresa de segurança é a mesma” afirmou. 
Marcy, considerou que esta   diferença de comportamento resulta da forma como os serviços são encarados, sustentando que, "no serviço privado aquilo é-lhe exigido, no serviço público ele acha que é tudo nosso", e  concluiu defendendo que "a organização de um serviço público, a sua eficiência e a sua qualidade dependem de vários factores", acrescentando que "ter um cão a dormir em frente de um serviço público é um indicativo muito claro de falta de rigor”.